08/07/2009

atualizações

Eu digo que venho e não venho, mas sempre acontece algo para nos impedir de escrever.

Então, no último post eu tinha dito que coisas tinham acontecido no carnaval, muitas mesmo desde lá para cá.

Eu conheci uma pessoa no carnaval, alguém por quem eu tenho um carinho enorme, mas que não mais estamos juntos.

Nos vimos no último dia do carnaval e desde então começamos a ficar e posteriormente a namorar. Foram dias maravilhos, onde eu pude perceber que eu posso voltar a gostar de alguém, pois desde meu primeiro namorado eu não tinha realmente me apaixonado.

Tive alguns outros namoros muito curtos, com pessoas meio perturbadas, que me fizeram até mal com exceção de um apenas, que hoje é meu amigo, mas que não rolou, mas nenhum deles eu realmente gostei, tanto que os fins dos namoros foram bem tranquilos.

Com esse, que meu amigo o chama de 'm', foi diferente.
Tantos anos que eu não imaginava que eu poderia sentir assim de novo, tanto que parecia que meu coração iria explodir de tanto bem querer, mas infelizmente acabou.

Quatro meses após o início de nosso romance ele veio até mim, para dizer que me adora, que me quer bem, que eu sou o namorado que ele sempre esperou, mas que depois desse tempo ele viu que não tinha se apaixonado por mim, como ele acha que deveria para manter o namoro.

São tantas coisa que aconteceram antes com ele, que realmente não sei quais os reais motivos.

Foi isso, por isso disse que voltaria e sumi. Primeiro curtindo o início e decorrer de um namoro que me fez muito feliz e agora na cama tentando deixar meu coração se curar.

É um vazio tão grande que chega a doer, parece que meu coração está sendo esmagado. Nem lembrava mais como doia perder alguém que se quer tanto.

13/05/2009

back again and again

Olha eu de novo!
Idas e voltas, mas sempre aqui!

Tantas coisas novas para contar e eu logo estou pondo aqui em ordem, ainda essa semana começo a atualizar minhas novas histórias e claro, tudo começou no carnaval :)

Espero que todos estejam bem!

16/02/2009

Tantas cores lindas!


Ele não sabia o que esperar. Estava cansado de fazer expectativas a respeito de tudo e nada ser como suas expectativas pediam. Ele apenas estava cansado da realidade de que ele nunca sentiria nada a altura do que os outros diziam. Talvez porque cada um tivesse seu próprio ponto de vista, ou talvez porque ele era seco demais.

Naquela noite foi diferente!
Ele esperou muito, muito mesmo, mas não veio da forma que ele esperava. Acontece que não foi abatido pelo sentimento de tristeza que a razão dá, porque mesmo não vindo o que se esperava ele pode ter outras sensações.

Cores, cores, cores... Quantas cores! Quantas cores lindas e vivas e quentes... Quanta vida nas formas das luzes, quanto energia que lhes concediam vida.

Lilases que mais pareciam uma centelha de luz numa noite escura;
Vermelhos como olhos flamejantes que observavam o festim ao longe, imparciais;
Amarelos e verdes que se evaporaram e por pouco não podiam ser tocados, ou poderiam e ele que ainda não tinha percebido.
As vermelhas e laranjas tinham toda uma particularidade, elas lhes banhavam com calor, ele podia sentir o calor delas tocando seu corpo, cada parte de seu corpo. Ele podia sentir, estava tudo aquecendo.

As azuis, que lindas! Pareciam a ele um sopro de primavera, reluzentes como o orvalho da manhã. Sutis, mas intensas.
As azuis podiam rir. Como elas riam.

Os papéis caiam brilhantes, reluzentes, mais parecendo uma chuva de estrelas e lá estava ele, dançando com as cores, brilhando como as cores, se diluindo e evaporando com as cores e pisando e se banhando nas estrelas.

Seu corpo pendia no ar, ele sabia que podia voar, bastava apenas agitar os braços e flutuar. Seu corpo reluzia com as estrelas.

Todas as cores unidas formando uma só. Brilhante e esplendorosamente branca! Ou prata? Ou diamante?
Ela iluminava tudo como o brilho do diamante e dos brilhantes ilumina.

Ele podia sentir a música percorrer suas veias, estrondar dentro de si. Ele podia dançar, podia voar. Bastava fechar os olhos! E ele o fez.

Tirou o primeiro pé do chão e o segundo e lá de cima ele viu, a dança das cores e a cascata de estrelas e as pessoas. Ele estava feliz como ele quase não conseguia se lembrar de já ter sido um dia.

Ele desejava apenas sorrir, e ele sorria.
Por fora ele sorria, mas por dentro ele gritava, ele se rasgava em uma gargalhada incontrolável, que apenas ele poderia ouvir e aquele era seu segredo. Muitos risos, tantos quantos ele nunca achou que ouviria dentro dele.

Os toques mais pareciam abraços arrebatadores de paixão.
Dois toques fortes em suas costas, que quase o fizeram perder o equilíbrio nada mais eram que os guizos de um chapéu, de um alguém passando atrás dele.

Ele podia sentir o calor de suas peles, de todos eles. Seus corpos tocavam o seu e ele podia sentir seus corações pulsando.

Ele podia tocar as cores, pegá-las por entre seus dedos.
Ele soprava as palavras que saiam derretidas de sua boca.

O sol também estava diferente na manhã seguinte a dança das cores.
Ele sorria para o sol e o sol sorria de volta, ele brilhava intenso e seus raios podiam tocas sua face, gentilmente como apenas um carinho de uma pessoa amada pode ser. Ele podia olhar para o sol e não sentia dor nem desconforto, era apenas exatamente o que ele precisava ver.

Logo veio a chuva, suas gotas podiam chiar em sua pele quente, quase em brasa.
Ele podia sentir o vapor das gotas em contato com sua pele, ele podia sentir o vapor subindo. Ele poderia contar as gotas de chuva, cada gota que caia em sua frente e ele as vias iluminadas pelo sol.

Tudo era tão real, tudo era tão plausível, tudo era tão infinito até a hora em que acabou.
Não que tenha sido um sonho, tudo aconteceu de verdade, mas não foi real.
Difícil de entender eu sei! Mas apenas as cores podem te explicar.

12/02/2009

O Segredo


Algum tempo atrás numa calma cidade, vivia uma criança que se sentia diferente das outras. Enquanto a maioria das crianças estava na rua brincando ou correndo, essa em particular ficava em casa lendo ou apenas olhando as outras crianças brincarem.

Essa criança tinha um segredo consigo tão grande que ela não entendia se seu medo de compartilhá-lo seria por medo de perdê-lo, ou por medo que as pessoas passassem a lhe chamar de criança louca.

Muitas das outras crianças que a conheciam sempre perguntavam o que ela tinha, queriam saber o que ela guardava em seu íntimo, pois poucas vezes essa criança saia para brincar e correr na rua como todas as outras. Elas achavam que deveria ser algum brinquedo muito legal, ou mesmo qualquer coisa muito valiosa para ela sair apenas algumas vezes.

Quando a criança da rua alegre saia, ela se abstinha apenas a correr pelas calçadas, corria por tempos e tempos e depois voltava para casa.

O segredo dessa criança era que ela sabia voar.

Quando ela corria pela rua, simplesmente fechava seus olhos e o chão deixava seus pés. O vento tocava a sua face delicadamente, como que em um afago e por entre seus dedos ela podia sentir a mão do vento tocar a sua, bem como seu delicado abraço.

A criança corria e voava e ninguém mais podia ver isso! Nenhum adulto nem nenhuma criança sabiam como voar, apenas essa criança que voava em segredo e seu voo era o seu momento de alegria, era o instante em que seus pés deixavam o chão e ela voava o mais alto que seus olhos conseguiam alcançar.
Ela voltava a terra, abria seus olhos e seguia para casa. Lá ela esperava por outro dia em que vento entrasse por sua janela e com seu sussurro a convidasse para mais um voo.

image source: www.vancouverdad.com/photos/outside.jpg

11/02/2009

Twestival - Recife - é hoje!!!!