27/08/2007

Strange fruit

Eu sempre costumo falar uma coisa que meus amigos sempre ficam rindo. Eu digo vez ou outra como eu estou impressionado por descobrir como gosto de um ou outro cantor ou banda.
Parece bobagem, mas para quem convive comigo e me vê sempre ouvindo uma coisa e depois de um século eu falar isso, soa bastante engraçado ou até meio louco.

Ontem eu estava assistindo, como de costume ou vício, ao seriado Arquivo Morto que passa perto de meia noite no domingo, no sbt. Sempre que termina um das investigações eles tocam alguma música, que quase sempre é algo que eu gosto muito.
Dessa vez eles tocaram uma música muito conhecida, chamada Strange Fruit, que ficou bastante conhecida na voz da fantástica Billie Holiday, mas que ontem no seriado usaram a versão cantada pela Nina Simone.

Que eu gosto da Billie Holiday eu sempre soube, bem como eu eu sempre soube que eu adoro a Nina Sinome, mas ontem, ouvindo a versão de Strange Fruit pela Nina, que por incrível que pareça eu ainda não tinha ouvido, descobri que eu Amo a Nina Simone. Tomei um choque com isso, porque mais uma vez me descobri adorando uma coisa que eu sempre adorei em excesso mas que achava que apenas adorava.


Nina Simone tem uma voz grave, rouca e melancólica. Ela consegue fazer coisas incríveis com aquele coisa absurda que ela tem e chama de voz. Ela consegue impregnar em uma música triste o nível exato de melancolia e sofrimento que a letra pede, bem como ela consegue transbordar de paixão uma música que assim seja.

Isso me fez pensar em tantas coisas, tantas que ainda temos para descobrir todo o tempo, mesmo quando elas parecem serem evidentes. Parece-me algumas vezes que o que está à vista é o que é mais camuflado.

Essa música me faz sentir tanta saudade e dor e na voz da Nina Simone consegue me deixar em estado de anestesia.

A letra de Strange Fruit é do Lewis Allen e Sonny White
Strange Fruit

Seven trees
Bearin strange fruit
Blood on the leaves
And blood at the roots
Black bodies
Swinging in the southern breeze
Strange fruit hangin
From the poplar trees
Pastoral scene
Of the gallant south
Them big bulging eyes
And the twisted mouth
Scent of magnolia
Clean and fresh
Then the sudden smell
Of burnin flesh
Here is a fruit
For the crows to pluck
For the rain to gather
For the wind to suck
For the sun to rot
For the leaves to drop
Here is
Strange and bitter crop

17/08/2007

Somewhere over the rainbow



Somewhere over the rainbow
Way up high
There's a land that I heard of
Once in a lullaby

Somewhere over the rainbow
Skies are blue
And the dreams that you dare to dream
Really do come true

Some day I'll wish upon a star
And wake up where the clouds are far behind me
Where troubles melt like lemondrops
Away above the chimney tops
That's where you'll find me

Somewhere over the rainbow
Bluebirds fly
Birds fly over the rainbow
Why then, oh why can't I?
Some day I'll wish upon a star
And wake up where the clouds are far behind me
Where troubles melt like lemondrops
Away above the chimney tops
That's where you'll find me

Somewhere over the rainbow
Bluebirds fly
Birds fly over the rainbow
Why then, oh why can't I?

If happy little bluebirds fly
Beyond the rainbow
Why, oh why can't I?

14/08/2007

Copo com água



Muitas vezes nos deparamos com copos como esse em nossas vidas. Copos com água que nos fazem parar para pensar porque nos deparamos com eles assim, meios.
Poderiam estar apenas vazios ou então completamente cheios, mas eles quase sempre estão assim, meios.

E esse copo, que está meio como tantos que vemos por aí, está meio cheio ou meio vazio?

Quase sempre as coisas são como queremos vê-las. Pode ser pela dor ou pela alegria. Pela surpresa ou pela decepção, mas somos nós no final das contas que decidimos se o copo está meio cheio ou meio vazio.

Você quase sempre vê o que você quer ver.

Algo bom (alguém) veio para mim tão rápido e tão rápido quanto veio, se foi.
Hoje estou olhando para o copo, mas diferente de mim há algum tempo atrás, consigo pensar que o copo está meio cheio.

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Amigos blogueiros, desculpem minha ausência, mas passei por problemas de ordem técnica.
Fiquei sem net em casa, meu pc do trabalho quebrou e passou uma semana fora do ar, quando voltou tive que esperar mais uma semana e meia até as reformas em minha sala terminarem, o que me fez ir trabalhar ombro a ombro com o chefe. Logicamente não pude nem abrir o blog para postar nada, mas já estou de volta.

Abrações do Jeremy, ou melhor, do Breno