
Ele não sabia o que esperar. Estava cansado de fazer expectativas a respeito de tudo e nada ser como suas expectativas pediam. Ele apenas estava cansado da realidade de que ele nunca sentiria nada a altura do que os outros diziam. Talvez porque cada um tivesse seu próprio ponto de vista, ou talvez porque ele era seco demais.
Naquela noite foi diferente!
Ele esperou muito, muito mesmo, mas não veio da forma que ele esperava. Acontece que não foi abatido pelo sentimento de tristeza que a razão dá, porque mesmo não vindo o que se esperava ele pode ter outras sensações.
Cores, cores, cores... Quantas cores! Quantas cores lindas e vivas e quentes... Quanta vida nas formas das luzes, quanto energia que lhes concediam vida.
Lilases que mais pareciam uma centelha de luz numa noite escura;
Vermelhos como olhos flamejantes que observavam o festim ao longe, imparciais;
Amarelos e verdes que se evaporaram e por pouco não podiam ser tocados, ou poderiam e ele que ainda não tinha percebido.
As vermelhas e laranjas tinham toda uma particularidade, elas lhes banhavam com calor, ele podia sentir o calor delas tocando seu corpo, cada parte de seu corpo. Ele podia sentir, estava tudo aquecendo.
As azuis, que lindas! Pareciam a ele um sopro de primavera, reluzentes como o orvalho da manhã. Sutis, mas intensas.
As azuis podiam rir. Como elas riam.
Os papéis caiam brilhantes, reluzentes, mais parecendo uma chuva de estrelas e lá estava ele, dançando com as cores, brilhando como as cores, se diluindo e evaporando com as cores e pisando e se banhando nas estrelas.
Seu corpo pendia no ar, ele sabia que podia voar, bastava apenas agitar os braços e flutuar. Seu corpo reluzia com as estrelas.
Todas as cores unidas formando uma só. Brilhante e esplendorosamente branca! Ou prata? Ou diamante?
Ela iluminava tudo como o brilho do diamante e dos brilhantes ilumina.
Ele podia sentir a música percorrer suas veias, estrondar dentro de si. Ele podia dançar, podia voar. Bastava fechar os olhos! E ele o fez.
Tirou o primeiro pé do chão e o segundo e lá de cima ele viu, a dança das cores e a cascata de estrelas e as pessoas. Ele estava feliz como ele quase não conseguia se lembrar de já ter sido um dia.
Ele desejava apenas sorrir, e ele sorria.
Por fora ele sorria, mas por dentro ele gritava, ele se rasgava em uma gargalhada incontrolável, que apenas ele poderia ouvir e aquele era seu segredo. Muitos risos, tantos quantos ele nunca achou que ouviria dentro dele.
Os toques mais pareciam abraços arrebatadores de paixão.
Dois toques fortes em suas costas, que quase o fizeram perder o equilíbrio nada mais eram que os guizos de um chapéu, de um alguém passando atrás dele.
Ele podia sentir o calor de suas peles, de todos eles. Seus corpos tocavam o seu e ele podia sentir seus corações pulsando.
Ele podia tocar as cores, pegá-las por entre seus dedos.
Ele soprava as palavras que saiam derretidas de sua boca.
O sol também estava diferente na manhã seguinte a dança das cores.
Ele sorria para o sol e o sol sorria de volta, ele brilhava intenso e seus raios podiam tocas sua face, gentilmente como apenas um carinho de uma pessoa amada pode ser. Ele podia olhar para o sol e não sentia dor nem desconforto, era apenas exatamente o que ele precisava ver.
Logo veio a chuva, suas gotas podiam chiar em sua pele quente, quase em brasa.
Ele podia sentir o vapor das gotas em contato com sua pele, ele podia sentir o vapor subindo. Ele poderia contar as gotas de chuva, cada gota que caia em sua frente e ele as vias iluminadas pelo sol.
Tudo era tão real, tudo era tão plausível, tudo era tão infinito até a hora em que acabou.
Não que tenha sido um sonho, tudo aconteceu de verdade, mas não foi real.
Difícil de entender eu sei! Mas apenas as cores podem te explicar.

8 comments:
pq lembrei daquela musica arco-íris da xuxa?
eu nao sou muito das cores, mas quem sabe teu posto mostrou um outro lado delas.
abraco ai, obrigado pelo premio, voltei. hehe
legal por ter gostado do meu blog moço
volte sempre
gostei daqui também
tantas cores lindas!
abração
Por não esperar nada que encontrei...Ótimo fim de semana...
Que conste em ata...Eu já sofrendo da sindrome do braço curto...letrinha muito pequena...rsrsrsrs
selos pra vc
abs
Anda sumido, hein, moço?
Dê notícias!
Beijo
E o cínico pergunta:
Ninguém percebeu que isso aí é batida de ácido?
Rsrsr
Adoro ácido!
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